POEMA
AO BRASIL
Do
pau Brasil ao céu anil, eis o meu amado torrão!
Rico
chão com esmeraldas e ouro... No estouro da
Boiada
do pega ladrão, não fica um! Num repente
Um
demente puxa o gatilho e lá se vai um inocente!
Do
pau Brasil ao céu anil, há um povo varonil trabalhador
E,
honesto onde escorre o suor de seu labor! De mão
Leve,
o ladrão surrupia o que não lhe pertence...
No
calar da noite, sempre há um suspense!
Berço
esplêndido de um gigante deitado e acomodado,
Uma
corja de lesa-pátria metendo a mão na pobreza...
Em
guerra entre Davi e Golias com tudo dominado!
Num
festival onde rola mulher, samba, futebol e cerveja!
Brasil
de fauna, flora, mares, e, florestas verdejantes
Meliantes
ignorantes a emporcalhar o meio ambiente
Indecentes
a desrespeitar a higiene e a limpeza amantes
Do
lixo e do mau cheiro da maconha aliciente!
Da
Avenida Brasil por onde transita a virulência da
Violência
e oportunismo do banditismo! Da cracolândia
Reduto
de drogados descompromissados com a vida!
Que,
à morte convida e sem esforços a todos envida!
Brasil,
de linda Bandeira estrelada, transpassada do
“Ordem
e Progresso” tremula nos altares dos
bons
Ventos,
que sopram em mares calmos da paz!
Apraz-lhe
cultivar o grito retumbante de filhos amantes!
“Poema
verde amarelo” cantado em prosa e verso!
Nas
cores de sua história fazem memória em
Cenários
diversos... Pelo arco-íris do universo!
Poema
Brasil: Do pau Brasil de esperanças, ao inferno
Ardil
das nocivas lambanças... Do Estado de direito,
Ao
Estado de coma... Com muito mal na redoma!
Jose
Alfredo
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