terça-feira, 19 de abril de 2022

 

A NOITE DA SOLIDÃO

 

Ele se recolheu em oração na escuridão do monte!

Silente, Ele na sua solidão, pôs-se de joelhos

Sobre a pedra, e olhou pra cima fitando seu Pai em

Quem confiava e se abandonava na agonia daquela hora!

E disse em profunda agonia: - “Pai afasta de mim esse cálice”!

Ele suou sangue na antevisão de sua morte na Cruz!

 

Sentiu-se só, nos limites humanos!  Mas seu Pai o amparava!

Chegaram os guardas, que O prenderam, e O levaram!

Suportou a dor da traição daquele beijo do seu amigo...

E disse: - “Sou eu, a quem procuráveis”!... E se entregou

Pacificamente como um cordeiro indo para o matadouro!

Era noite alta... E levaram-no ao injusto julgamento!

 

De madrugada, bateram-lhe, cuspiram-lhe, cravaram-lhe

Na cabeça a coroa de espinhos com profundas dores!

Amarrado ao cepo  foi chicoteado e escarnecido!

O dia amanhecia, e Ele exausto e debilitado aguentava

Os horrores daqueles momentos de solidão... O Cordeiro

Sofria só, e indefeso nas mãos dos seus algozes inimigos!

 

No silêncio de sua solidão, Ele sentiu sobre seus ombros

Os nossos pecados, que O castigavam, e o agoniavam!

O peso do mal, que se aproximava consolidava sua missão...

Ele sabia, que em breve estaria tudo consumado...

E, que, nas mãos do Pai Ele entregaria o seu espírito!

A natureza chorava! Estava tudo “aclamado”...

 

Jose Alfredo

 

 

 

 

 

 

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