terça-feira, 13 de abril de 2021

 

O SENHOR DOS ANÉIS

 

Petulantes e rompantes

Eles assumem arrogantes

Senhorio de tantos anéis!

Acham-se bacharéis

Julgam através

De viés na balança injusta

Às custas de prosélitos

Discursos acham-se acima

De Leis e de todos os Reis!

 

Senhores dos anéis encastelam-se

Na fechada e reclusa bolha...

Entre eles, o desfecho de escolhas...

Para julgar e condenar!

Do caráter popular tomam como butin

Num corolário defenestrado,

Ações políticas! À margem ficam

A jurisprudência e o equilíbrio

De Suprema Corte de Justiça!

 

 Os senhores anelados

Detêm todos os poderes...

Julgam-se encastelados

Donos dos “conheceres”

 

Anéis dos preconceitos...

Anéis dos preceitos...

Anéis com defeitos...

 

STF apontam dedos anelados

À Justiça castiça!

Na Balança que pende...

 

E depende de preconceitos

Julgam à revelia dos direitos...

Enxovalham critérios

 

De jurisprudência em demências!

O Estado de direito em clemência...

 

Autoridades dos anéis...

Senhores togados...

Buscam conquistar seus lauréis!

 

Jose Alfredo

 

 

 

 

 

 

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