DUZENTOS
ANOS DO GRITO
Às
margens do riacho um grito ecoa: “INDEPENDÊNCIA OU MORTE”! E fez eco com o
profundo desejo de um povo liberto e livre do jugo português, que o oprimia.
Uma história épica, que, marca a sina da brasilidade imorredoura de índios, negros,
mamelucos e escravos. Um legado à posteridade de uma grande nação deste cone
sul das Américas.
Terra
de Santa Cruz, cortada ao meio pelo Tratado de Tordesilhas e dividida entre
portugueses e espanhóis, ao sabor de um farto banquete, com a mesa posta de
riquezas e pródiga natureza onde se fartaram na exploração de seus recursos.
Observada
e invadida por outros pretendentes (Holandeses e Franceses), que não tardaram
com suas invasões também tão desejosas das riquezas do seu solo.
Do
ouro e das pedras preciosas, da borracha, do pau Brasil, do café e da cana de
açúcar, os colonizadores portugueses, trataram de tomar conta e exportar para a
Europa, cobrando pesados impostos ao povo escravo e trabalhador de suas
fazendas e capitanias hereditárias dos portugueses.
Mas,
quis o destino que o imperador Napoleão Bonaparte intimidasse com invasões toda
a Europa, e, sobretudo aos portugueses, que fugiram para a preciosa colônia e
se instalaram com toda a sua estrutura imperial no Rio de Janeiro, e aqui
reinaram até o seu retorno à Lisboa, mas, deixando seu Príncipe Regente, que
mais tarde celebrou o insólito gesto, às margens do Ipiranga, consagrando então
a Independência desta nação no famoso GRITO!
O
Brasil passa então a caminhar com suas próprias pernas e capacidades de sua
gente. Inicia então o período republicano com a efetivação da “República”.
O período
Republicano no Brasil iniciou-se em 1889 com o declínio da monarquia, e o
começo da chamada República Velha. O marco inicial desse período foi a posse do
Marechal Deodoro da Fonseca, como primeiro presidente Republicano da história
do Brasil. O período foi marcado por crise econômica, pouca participação
popular e insatisfação por parte da maioria dessa população, especialmente os
mais pobres. O apoio veio pela maioria elitista, que via no novo governo um
meio de recuperar parte das perdas que teve com a abolição da escravidão.
Um tempo de
construção de cujos tijolos subiram as paredes do império, regências,
Repúblicas, Revoluções, movimentos cívicos, oscilações políticas, e na
argamassa dessa construção heroica, os “pedreiros” que manusearam suas colheres,
como as figuras eminentes de Dom Pedro I, o Patriarca José Bonifácio de Andrada
e Silva, Luiz Alves de Lima e Silva, Padre Jose de Anchieta, Tiradentes na
Inconfidência mineira, Quintino Bocaiúva, Almirantes Tamandaré e Barroso,
Marechal Deodoro da Fonseca, Plácido de Castro, Alberto Santos Dumont, Juscelino
Kubistchek, os dezoito do Forte de Copacabana, os heróis da Revolução de 32
(MMDC), e tantos outros que dignificaram estes duzentos anos de Independência
do Brasil, com suas notáveis contribuições.
Estamos hoje, após
essas duas centenas de anos, passando por nova reconstrução democrática do
nosso Brasil com a surpreendente vitória de Jair Messias Bolsonaro, eleito com
mais de 55% dos votos. O 38º
presidente do Brasil, o Capitão reformado do Exército e deputado federal desde
1991, Bolsonaro se elegeu com promessas de reformas liberais na economia e um
discurso conservador, contrário à corrupção, ao PT e ao próprio sistema
político.
“SALVE O GRITO DE LIBERDADE E SOBERANIA QUE EMANA
ATÉ HOJE POR UM BRASIL MELHOR E MAIS ORDENADO RUMO AO SEU VERDADEIRO DESTINO”!
Jose Alfredo Evangelista - jornalista
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