A MUDEZ DO EXÉRCITO
Se, os militares no final da Revolução de 64, ”retornaram aos quarteis”
segundo pronunciamento do Ministro do Exército, naquela época – 1986, com a
ocupação do poder por Jair Bolsonaro, eles, embora continuem nos quartéis,
afeitos à sua destinação constitucional, com certeza estão mais participativos
e ouvidos pela população civil, ainda que, no desconforto (Para eles) das
manifestações pela “intervenção militar” como pressuposto de recolocar o Brasil
no caminho do progresso e da lisura política sem a mancha da corrupção!
A confluência de militares nos cargos de assessoramento ao
Presidente corrobora com esta afirmativa.
Suas opiniões e discursos centrados e conformados com os ditames
constitucionais, às vezes, até frustram as expectativas civis, que clamam pela
intervenção!
Segundo palavras do antigo Comandante do Exército General Vilas
Boas, a “volta aos quartéis” o Exército tornou-se ”O GRANDE MUDO”, assumindo o
seu verdadeiro papel constitucional na operacionalidade como Força Terrestre.
Esse processo ensejou e deu vez à criação do Ministério da
Defesa ocupado por um civil, mas, que no início sofre forte rejeição por parte
dos militares, pelo fato de que sempre acharam que, um civil nessa função seria
uma temeridade, face ao desconhecimento das doutrinas de emprego militar tanto
em tempo de paz quanto de guerra.
Hoje, a ideia mudou seu foco analítico. Observa-se que os Chefes
Militares, dispõem de mais espaços para suas argumentações com a sociedade
civil e portanto com representatividade nos corredores do Congresso e do
Executivo Federal.
Nos tempos de Lula e do Petismo, os políticos não encaravam a
questão da “Segurança Nacional” como algo sério e necessário à nação sob a
ótica da soberania do Brasil.
Essa temática sucumbiu ante as premências da geopolítica
internacional, mormente quando se percebe as ingerências de Países europeus na
nossa Amazônia!
Eis que, então, após o período Revolucionário de 64, o Exército
passa por um processo de “transformação” lenta e gradual.
Os militares a partir de um natural senso de obediência e de
compreensão do seu papel a desempenhar na estrutura do Estado, jamais ameaçaram
as normas institucionais ou criaram algum problema para os governos Lula e
Dilma.
Uma vez em cargos políticos, eles (os militares) aplicam no
exercício da função, o senso de liderança, hierarquia e disciplina, vetores de
sua vida castrense!
Definitivamente, se impuseram na mudez própria e silente nas
esferas para as quais de 1964 até 86, viam-se obrigados, mas, que, hoje podemos
perceber suas participações nos espaços políticos, cuja necessidade natural é a
sua empatia retórica e conscientização prosélita!
Uma das razões de quebra de mudez do Exército, nas posturas
políticas atuais, atribuo aos seus militares, como uma forma popular de
transmitir à população civil em linguagem acessível, à semelhança do Presidente
Bolsonaro!
Jose Alfredo - jornalista
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