terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

 

 

TINTAS E PENAS DO POETA

 

As mãos do poeta ostentam ferramentas na construção poética

Sua estética é a arte de conceber poemas como se fossem teoremas

Na busca de soluções!... E pintam como se fossem pincéis com tintas

Que apagam a extinta escuridão da ignorância nas cores de sua dialética!

 

Suas penas rabiscam com  precisão a prancheta de sua concepção...

O escritor tem como seu vetor, a inspiração que lhe move do coração!

Sempre mergulhado nas profundezas do pensar, o poeta nada de

Braçadas imerso nas águas calmas e transparentes! É um exegeta!

 

Plainas, serras, pregos, martelos, esquadro, régua, perfuradeiras,

Movem-se em constante cinesia na sua arte de criar, e com a literatura

Tramar sua sina dentro das estrofes, versos, prosas, contos e casos

Na construção literal na busca de seus objetivos e de sua estrutura!

 

O poeta é antes de tudo, um artista, que desenha suas inspirações

Nas formas de suas concepções, segundo aquilo que lhe inspiram

Seu pensar, conceber, criar, imaginar, amar, deslumbrar, para na

Plenitude de seu poetar  manejar suas tintas, penas e ferramentas!

 

O poeta engravida-se nas relações com suas amadas poesias!

Sua empatia lhe promove o romance e ele de namoro com as

Letras sai como borboleta pousando e sugando seus néctares

Numa literal gravidez até o nascimento de suas concepções!

 

No ateliê de sua criação, o poeta para e pensa no silêncio, e

Surpreende-se com a inspiração que lhe bate à porta!

E ele, então, se comporta submisso e obediente a mais um poema!

Que lhe invade sua vontade e no prazer literal ele exorta!

 

O poeta é ainda, um cirúrgico esgrimista no manejo de sua espada!

Entre estrofes, versos, poesias, livros e ensaios, ele esgrima

Com maestria de um mestre, e com precisas estocadas trás à luz

Externando de sua gravidez, sua literatura com suas ricas rimas!

 

O poeta vive seu contexto retraído no manejo de sua pena...

Entre rabiscos, linhas e textos, suas letras vertem ideias,

Riscam e rabiscam páginas como rebentos nos berçários

Literários, saciando a fome e a sede com seus mananciais!

 

Jose Alfredo

 

 

 

 

 

 

 

 

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