domingo, 16 de outubro de 2016

TROVAS E TROVÕES

TROVAS E TROVÕES



Mentira tem perna curta
Verdade é sabedoria
Mentiroso surta
E perde a alegria

                            Carnaval é fantasia
Alegria de fachada
Prazer que extasia
Vida mascarada

Paixão proibida
É prazer enrustido
Vontade escondida
É perigo embutido

Língua felina
De cobra peçonhenta
Destila adrenalina
Na conduta nojenta


O valentão acha o que procura
Semeia discórdia e briga
No meio da sua loucura
Só espalha intriga

Imbecil e idiota
É o sujeito
Que ama agiota
E perde o conceito

Corno de travesseiro
De dia é enrustido
À noite é companheiro
Amante de travestido

Mulher chapada
É moinho sem vento
Sentada fica alterada
Em pé vira irmã de convento

No pega pra capar
Não fica um no salão
Todos querem escapar
Ou ir para o porão

Torcida no estádio
É caldeirão do diabo
Se o time perde
O sangue ferve

Discurso de político
Sempre tem promessa
Faz andar o paralítico
Que sem cadeira tropeça

Palavrão é esgoto da boca
E excremento da mente
Quando sai de cabeça oca
Vira um poluente
  
Espírito de porco
Alma do capeta
No caixão e morto
Na boca uma chupeta

Trovas e trovões
Estilo irreverente
Em fazer confusões
Sem deixar semente








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