sábado, 15 de outubro de 2016

O CONTO DO VIGÁRIO

Havia numa Paróquia um cidadão chamado “Chico Vigário” que resolveu aventurar, se passando pelo Vigário. Na grande festa do Padroeiro, o tal falso vigário, arrumou os paramentos sacerdotais e travestiu-se de vigário, pois ele era sósia do Padre.
Num dia de pouco movimento na Igreja, o falso vigário, entrou rápido num confessionário, fechou-se no anonimato e decidiu ouvir as confissões, principalmente das carolas que uma a uma, iam desfilando seus pecados ao sabor da curiosidade de Chico!
Por alguns dias Chico Vigário deliciou-se com as historias secretas que as mulheres relatavam no confessionário e as absolvia com a cara de pau, escondido e camuflado dentro do confessionário, onde não seria descoberto.
Mas, eis que todo crime não compensa, o próprio Vigário, Padre Zeca, desconfiou da armação de Chico, quando percebeu que as mulheres estavam confessando-se, com algum impostor no confessionário, pois na Paróquia não havia outro Padre a não ser ele próprio!
Então, Padre Zeca deu o troco naquela armação esperta do falso vigário. Combinou com a delegada de polícia da freguesia, relatando o fato e que ela fosse confessar-se e pegaria o Chico Vigário no pulo...
No dia marcado, a delegada aproximou-se do confessionário e começou a falar com o vigário de araque. Este ia então, puxando conversa com a bonita delegada. Até que num dado momento da conversa, a delegada disse ao Vigário de araque: “-Qual penitência que o senhor prefere, para expiar seus pecados: Ir para o xilindró agora ou prestar serviços à comunidade por um ano”?
À essa pergunta da delegada, o Chico amarelou dentro do confessionário e sem saída, se apresentou “preso” à delegada de polícia que o autuou em flagrante delito de falso sacerdote.
Chico Vigário, foi para traz das grades e o verdadeiro Vigário Padre Zeca, ia seguidamente à cela de Chico para receber suas confissões!


Jose Alfredo

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