O CONTO DO VIGÁRIO
Havia numa Paróquia um cidadão chamado “Chico Vigário” que resolveu
aventurar, se passando pelo Vigário. Na grande festa do Padroeiro, o tal falso
vigário, arrumou os paramentos sacerdotais e travestiu-se de vigário, pois ele
era sósia do Padre.
Num dia de pouco movimento na Igreja, o falso vigário, entrou rápido
num confessionário, fechou-se no anonimato e decidiu ouvir as confissões,
principalmente das carolas que uma a uma, iam desfilando seus pecados ao sabor
da curiosidade de Chico!
Por alguns dias Chico Vigário deliciou-se com as historias secretas
que as mulheres relatavam no confessionário e as absolvia com a cara de pau,
escondido e camuflado dentro do confessionário, onde não seria descoberto.
Mas, eis que todo crime não compensa, o próprio Vigário, Padre Zeca,
desconfiou da armação de Chico, quando percebeu que as mulheres estavam
confessando-se, com algum impostor no confessionário, pois na Paróquia não
havia outro Padre a não ser ele próprio!
Então, Padre Zeca deu o troco naquela armação esperta do falso
vigário. Combinou com a delegada de polícia da freguesia, relatando o fato e
que ela fosse confessar-se e pegaria o Chico Vigário no pulo...
No dia marcado, a delegada aproximou-se do confessionário e começou a
falar com o vigário de araque. Este ia então, puxando conversa com a bonita
delegada. Até que num dado momento da conversa, a delegada disse ao Vigário de
araque: “-Qual penitência que o senhor prefere, para expiar seus pecados: Ir
para o xilindró agora ou prestar serviços à comunidade por um ano”?
À essa pergunta da delegada, o Chico amarelou dentro do confessionário
e sem saída, se apresentou “preso” à delegada de polícia que o autuou em
flagrante delito de falso sacerdote.
Chico Vigário, foi para traz das grades e o verdadeiro Vigário Padre
Zeca, ia seguidamente à cela de Chico para receber suas confissões!
Jose Alfredo
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