sexta-feira, 7 de outubro de 2016

FUNDO DO POÇO

Rio de lágrimas a correr.
A banhar meu rosto
Inundando e afundando
Minhas esperanças.
Afogo-me nas águas!
A tristeza não me dá tréguas!

Vejo a distância que estou,
Da alegria a acenar-me...
Da luz a ofuscar-me...
No fundo do abismo
Tudo me é ceticismo!

Na desistência
Fico amorfo e inerte...
Sem forma racional...
Sem razão que alerte
Na busca emocional

Minhas lágrimas já secaram.
No deserto não há mais rio.
Meu ser está inanimado.
Na falência estou fadado!


Minha esperança apagou-se
Na luz do fundo túnel...
Vejo agora nos umbrais
Existenciais... Finais...

Ao fundo do poço cheguei;
Minha vida destrocei...
Me acabei...

Jose Alfredo




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