FUNDO DO POÇO
Rio
de lágrimas a correr.
A
banhar meu rosto
Inundando
e afundando
Minhas
esperanças.
Afogo-me
nas águas!
A
tristeza não me dá tréguas!
Vejo
a distância que estou,
Da
alegria a acenar-me...
Da
luz a ofuscar-me...
No
fundo do abismo
Tudo
me é ceticismo!
Na
desistência
Fico
amorfo e inerte...
Sem
forma racional...
Sem
razão que alerte
Na
busca emocional
Minhas
lágrimas já secaram.
No
deserto não há mais rio.
Meu
ser está inanimado.
Na
falência estou fadado!
Minha
esperança apagou-se
Na
luz do fundo túnel...
Vejo
agora nos umbrais
Existenciais...
Finais...
Ao
fundo do poço cheguei;
Minha
vida destrocei...
Me
acabei...
Jose
Alfredo
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