MUNDO PARADO
Em essência pandêmica estamos num mundo parado e
inerte...
Sem os movimentos de antes, sem ir nem vir, miramos o
porvir!
Não vamos, nem voltamos... Esperamos a volta dos
movimentos;
Momentos de nossa dinâmica, de trabalho, visitas,
compras,...
Passeios, viagens... O mundo está parado! Tudo
estacionado!
Apenas o vírus se locomove, e bate às portas com
voracidade!
Timidamente nossos pensamentos se movem, nossas
vontades
Divagam, nossos olhos miram o horizonte, expectativas
vão
De um para outro lado no frenético movimento
invisível!
Estáticos, vivemos “parados” dentro da bolha
“lockdown”!
A locomoção humana está por conta do pensar,
raciocinar,
Interagir com os meios cibernéticos sem sair de
casa...
Estacionado à frente das telinhas, clicando de um
ponto ao outro!
Em cujo “movimento” substitui o do mundo parado!...
A imobilidade bloqueia o direito de ir e vir sem o
porvir!
O tempo está parado. Os ponteiros do relógio andam
solitários!
O calendário avança sem as expectativas do passar das
datas!
Acordamos, miramos o sol, o tempo, a rua, a brisa, os
pássaros,
Tudo num bucolismo sem movimentos... Uns raros
vislumbres
Como zumbis que dirigem e caminham pelos seus atalhos!
O dia passa rápido e parado. O sol caminha com
preguiça para
O seu ocaso... A noite chega silenciosa... O aconchego
do lar
Equilibra o “desmovimento” das nossas dinâmicas!...
Tudo parou e impediu os movimentos da liberdade!
Estamos reclusos de nossos movimentos pelo movimento
viral!
Esse mundo, que parou confinou em prisões nosso ser e
pensar!
Somente ínfimos movimentos de amar, falar, comer,
dormir e
Curtir o lar como reduto de expectativas de um reduto
para amar!
Só não parou nosso pensamento que divaga pelos ares
como avatares!
Jose Alfredo
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