sexta-feira, 27 de maio de 2022

 

MUNDO PARADO

 

 

Em essência pandêmica estamos num mundo parado e inerte...

Sem os movimentos de antes, sem ir nem vir, miramos o porvir!

Não vamos, nem voltamos... Esperamos a volta dos movimentos;

Momentos de nossa dinâmica, de trabalho, visitas, compras,...

Passeios, viagens... O mundo está parado! Tudo estacionado!

 

Apenas o vírus se locomove, e bate às portas com voracidade!

Timidamente nossos pensamentos se movem, nossas vontades

Divagam, nossos olhos miram o horizonte, expectativas vão

De um para outro lado no frenético movimento invisível!

Estáticos, vivemos “parados” dentro da bolha “lockdown”!

 

A locomoção humana está por conta do pensar, raciocinar,

Interagir com os meios cibernéticos sem sair de casa...

Estacionado à frente das telinhas, clicando de um ponto ao outro!

Em cujo “movimento” substitui o do mundo parado!...

A imobilidade bloqueia o direito de ir e vir sem o porvir!

 

O tempo está parado. Os ponteiros do relógio andam solitários!

O calendário avança sem as expectativas do passar das datas!

Acordamos, miramos o sol, o tempo, a rua, a brisa, os pássaros,

Tudo num bucolismo sem movimentos... Uns raros vislumbres

Como zumbis que dirigem e caminham pelos seus atalhos!

 

O dia passa rápido e parado. O sol caminha com preguiça para

O seu ocaso... A noite chega silenciosa... O aconchego do lar

Equilibra o “desmovimento” das nossas dinâmicas!...

Tudo parou e impediu os movimentos da liberdade!

Estamos reclusos de nossos movimentos pelo movimento viral!

 

Esse mundo, que parou confinou em prisões nosso ser e pensar!

Somente ínfimos movimentos de amar, falar, comer, dormir e

Curtir o lar como reduto de expectativas de um reduto para amar!

Só não parou nosso pensamento que divaga pelos ares como avatares!

 

 

Jose Alfredo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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