quinta-feira, 12 de maio de 2022

CRÔNICA

 

“TERCEIRA VIA” – Um pouco mais à direita?

 

Entre a cruz e a espada, está essa coisa da 3ª via! No meio termo entre os conceitos da direita e os da esquerda.  A terceira via é uma corrente, que surge no distributismo,  e mais tarde na ideologia social-democrata, porém, é também promovida por alguns partidários do liberalismo social.

Tenta reconciliar os posicionamentos econômicos tradicionalmente associados à direita e à esquerda, adotando uma política econômica ortodoxa, e políticas sociais progressistas. Ela não é necessariamente uma alternativa à dicotomia política entre esquerda e direita, mas sim uma alternativa às propostas econômicas do liberalismo econômico e do socialismo.

Normalmente é encarada como uma corrente que apresenta uma conciliação entre capitalismo de livre mercado e socialismo democrático, sendo considerada um ramo do "centrismo radical", por Anthony Giddens, um dos seus principais formuladores. Entretanto, alguns de seus proponentes a enxergam como uma vertente modernizadora da social-democracia, classificando-a como uma "nova centro-esquerda". No entanto, com o passar dos anos, essa vertente ideológica apresentou condutas, que, a aproximou muito mais das ideias de direita, do que, das ideias de esquerda.

A terceira via tem sua origem no governo trabalhista, que emergiu na Austrália no final da década de 1980. Popularizou-se durante o governo de Bill Clinton nos Estados Unidos, sendo também defendido por sua esposa, senadora e, posteriormente, secretária de estado, Hillary, durante a campanha presidencial de 2008. O primeiro-ministro britânico Tony Blair e sua facção dentro do Partido Trabalhista, o New Labour, foram os defensores mais entusiastas da corrente.

Esta corrente de pensamento defende um "Estado necessário", em que, sua interferência não seja, nem máxima, como no socialismo soviético, nem mínima, como no neoliberalismo. Também defende, entre outros pontos, a responsabilidade fiscal dos governantes, o combate à miséria, uma carga tributária proporcional à renda, com o Estado sendo o responsável pela segurançasaúdeeducação e a previdência.

Como vimos, nessas publicações pesquisadas na Internet – Google - WIKIPÉDIA – A enciclopédia livre, temos posições  mais moderadas, mas em cima do muro nas questões econômicas e políticas. Oxalá esses conceitos possam sub existirem entre as duas espadas, e promover o equilíbrio necessário no embate entre as direitas, e as esquerdas, que tumultuam a vida política/social do Brasil.

Entre a radicalidade da direita e da esquerda, vemos a “3ª Via” com seu modelo moderador e conciliador nas difíceis questões político-ideológicas que grassam pelos corredores dos poderes brasileiros!

 

Jose Alfredo - jornalista


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