segunda-feira, 2 de maio de 2022

 

MARECHAL RONDON – Desacordos com a Igreja Católica

 

Em 02 de Março de 1910, o mato-grossense Marechal Rondon foi convidado pelo maçom “Rodolfo Miranda” do grande oriente de São Paulo para o trabalho de “civilização dos indígenas”, que segundo ele, “deveria ser executado sem a preocupação de proselitismo religioso”!

Rondon aceitou o convite, mas, com a seguinte ressalva: “Defendia a catequese religiosa não católica”, evidentemente, mas, do seu próprio credo positivista!

Disse ainda: - “Como positivista, e membro da Igreja Positivista do Brasil” estou convencido, de que, os nossos indígenas deverão incorporar-se ao Ocidente sem passar pelo “teologismo”, e, assim será mais tarde, quando, o Positivismo houver triunfado suficientemente.

A Loja Maçônica CHARITAS afirmava então, para júbilo dos maçons, que a medida realizava o ideal republicano de promover o aperfeiçoamento social, sem preconceitos religiosos. (?).

A Loja de Campinas escreveu ainda ao Ministro saudando-o por ser o primeiro a romper com o abuso do estabelecimento da catequese religiosa oficial, isto porque, segundo ela, o Estado era laico e laicos deveriam ser todos os seus atos, sendo inadmissível que os poderes públicos contratassem serviços com associações de caráter religioso.

 Destacava ainda, sua satisfação por haver arrancado os índios à catequese religiosa “que os tirava da ignorância para entrega-los à escravidão do fanatismo”!

Os Governadores, então, contestaram as iniciativas da maçonaria, que, haviam confiado a catequese indígena aos religiosos, pois as poucas tentativas de civilizar os índios por meio de  trabalhadores leigos tinha sido um desastre!

O mato-grossense Dr Barboza Rodrigues expressou-se assim: “É a fatal civilização indígena, que lhes mata Inteligência, traz o atrofiamento das famílias e as inutiliza. Civilizai-os com o Evangelho, e tereis homens tão aptos como os da raça europeia”!

Por seu lado, o Marechal Rondon não arredava pé da “cartilha de Comte” logo se indispondo com os missionários acusando-os de obrigarem os índios a aceitar cerimônias, que não queriam aceitar, e que, lhes causava repugnância!

O teor da denúncia do maçom Marechal Rondon era contundente! – “Isto acontece ordinariamente com a assistência da Missa (?) e outros atos de culto, que, os índios não podem compreender e não querem estimar. Em casos tais a liberdade do índio é violentada (?). Disse Rondon!

Mais tarde, o próprio maçom CÂNDIDO MARIANO DA SILVA RONDON,  acabaria retrocedendo na sua ideologia maçônica admitindo que: -“ Sou testemunha da boa proteção, que aos índios “bororós” vem a ela (congregação salesiana) prestando  para evitar a luta a mão armada entre aqueles indígenas, e os chamados civilizados!

Nesse contexto vemos a luta da Igreja Católica na afirmação da catequese, que se fazia necessária no processo de civilização ocidental dos índígenas brasileiros, na aquisição de conhecimentos, e sobretudo da fé, que só poderia ser implementada pelo denodo e determinação dos religiosos, enfrentando a corrente inversa da ideologia “maçônica” liderada pelos  ideais do Marechal Rondon, que hostilizava as sagradas eucaristias das Missas, e da catequese diária dos missionários. Além, de que, pela Igreja Católica, os índios receberiam suportes da cultura ocidental, que Ela (A Igreja) tinha excelência!

A maçonaria destacava ainda naquele contexto, que, a liberdade dos indígenas era violentada,             que havia fanatismo religioso ao que era entregue os índios, e os preconceitos religiosos!

 

Jose Alfredo – jornalista católico Pesquisa retirada do livro: “HISTÓRIA DO CATOLICISMO NO BRASIL” -  De Dilermano Ramos Vieira – Editora Santuário de Aparecida. Ano 2019.

 

 

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