MARECHAL
RONDON – Desacordos com a Igreja Católica
Em
02 de Março de 1910, o mato-grossense Marechal Rondon foi convidado pelo maçom “Rodolfo
Miranda” do grande oriente de São Paulo para o trabalho de “civilização dos
indígenas”, que segundo ele, “deveria ser executado sem a preocupação de
proselitismo religioso”!
Rondon
aceitou o convite, mas, com a seguinte ressalva: “Defendia a catequese
religiosa não católica”, evidentemente, mas, do seu próprio credo positivista!
Disse
ainda: - “Como positivista, e membro da Igreja Positivista do Brasil” estou
convencido, de que, os nossos indígenas deverão incorporar-se ao Ocidente sem
passar pelo “teologismo”, e, assim será mais tarde, quando, o Positivismo houver
triunfado suficientemente.
A
Loja Maçônica CHARITAS afirmava então, para júbilo dos maçons, que a medida
realizava o ideal republicano de promover o aperfeiçoamento social, sem
preconceitos religiosos. (?).
A
Loja de Campinas escreveu ainda ao Ministro saudando-o por ser o primeiro a
romper com o abuso do estabelecimento da catequese religiosa oficial, isto
porque, segundo ela, o Estado era laico e laicos deveriam ser todos os seus
atos, sendo inadmissível que os poderes públicos contratassem serviços com
associações de caráter religioso.
Destacava ainda, sua satisfação por haver
arrancado os índios à catequese religiosa “que os tirava da ignorância para entrega-los
à escravidão do fanatismo”!
Os
Governadores, então, contestaram as iniciativas da maçonaria, que, haviam
confiado a catequese indígena aos religiosos, pois as poucas tentativas de civilizar
os índios por meio de trabalhadores
leigos tinha sido um desastre!
O
mato-grossense Dr Barboza Rodrigues expressou-se assim: “É a fatal civilização
indígena, que lhes mata Inteligência, traz o atrofiamento das famílias e as
inutiliza. Civilizai-os com o Evangelho, e tereis homens tão aptos como os da
raça europeia”!
Por
seu lado, o Marechal Rondon não arredava pé da “cartilha de Comte” logo se
indispondo com os missionários acusando-os de obrigarem os índios a aceitar
cerimônias, que não queriam aceitar, e que, lhes causava repugnância!
O
teor da denúncia do maçom Marechal Rondon era contundente! – “Isto acontece ordinariamente
com a assistência da Missa (?) e outros atos de culto, que, os índios não podem
compreender e não querem estimar. Em casos tais a liberdade do índio é violentada
(?). Disse Rondon!
Mais
tarde, o próprio maçom CÂNDIDO MARIANO DA SILVA RONDON, acabaria retrocedendo na sua ideologia
maçônica admitindo que: -“ Sou testemunha da boa proteção, que aos índios “bororós”
vem a ela (congregação salesiana) prestando
para evitar a luta a mão armada entre aqueles indígenas, e os chamados
civilizados!
Nesse
contexto vemos a luta da Igreja Católica na afirmação da catequese, que se
fazia necessária no processo de civilização ocidental dos índígenas
brasileiros, na aquisição de conhecimentos, e sobretudo da fé, que só poderia
ser implementada pelo denodo e determinação dos religiosos, enfrentando a
corrente inversa da ideologia “maçônica” liderada pelos ideais do Marechal Rondon, que hostilizava as
sagradas eucaristias das Missas, e da catequese diária dos missionários. Além,
de que, pela Igreja Católica, os índios receberiam suportes da cultura
ocidental, que Ela (A Igreja) tinha excelência!
A
maçonaria destacava ainda naquele contexto, que, a liberdade dos indígenas era
violentada, que havia
fanatismo religioso ao que era entregue os índios, e os preconceitos religiosos!
Jose
Alfredo – jornalista católico Pesquisa retirada do livro: “HISTÓRIA DO
CATOLICISMO NO BRASIL” - De Dilermano
Ramos Vieira – Editora Santuário de Aparecida. Ano 2019.
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