O
SEGURO MORREU DE VELHO
“Um conto”
Um
homem muito prudente era hostilizado pela inveja e implicância dos seus inimigos
por causa de suas atitudes com a “prudência”. Em todas as suas ações ele se
mostrava muito seguro e amparado contra as “incertezas” da vida e dos fatos,
que a cercam.
Certa
ocasião, uma pandemia assolou sua comunidade, e esse senhor prudente, se cercou
de todas as medidas e ainda ajudou aos seus amigos nos procedimento protocolares
para se protegerem dos contágios pandêmicos!
Mas,
suas tentativas não foram levadas a sério pela maioria, que negligenciava seus
conselhos nas precauções contra os contágios da pandemia, incluindo parcela de
seus inimigos, que o hostilizavam, o chamando de “velhote arcaico”!...
Mas,
ele não se abatia com isso. Com paciência e sabedoria sempre que podia
espalhava seus conselhos a respeito dos cuidados, quanto, os perigos da doença,
que, se espalhava pela aldeia, já levando às mortes prematuras de jovens e
adultos, que não se conduziam com os devidos cuidados nas atitudes de prevenção,
conforme o “velhote arcaico” os avisava.
E,
ele seguia sendo escrachado pelos indivíduos sem caráter e orgulhosos nas suas
presunções de jamais serem colhidos pela doença que devagarinho ia contaminando,
principalmente os mais descuidados, como aquela parcela, que o gozava, e, não o
levavam a sério suas tentativas de
minimizar as probabilidades de contágios e mortes!
Numa
certa oportunidade o “velhote” promoveu uma reunião na pracinha da aldeia, com
meia dúzia de interessados, que resolveram ouvir suas considerações sobre os
protocolos daquela estranha pandemia, que ameaçava dizimar a pequena população
da cidadela!
Mas,
lá pelo meio de sua palestra, chegaram seus “algozes” e começaram a atacá-lo
com palavras de repúdio e depreciá-lo chamando-o de revolucionário e boateiro!
O “velhote” então, com educação e boas maneiras os enfrentou tentando
dissuadí-los a mudar suas formas de pensar, quanto, àquela doença, que estava
se propagando e deixassem de hostilizá-lo, mas, quase foi linchado por aquela
turba!
Quando,
então, depois de algum tempo, a doença se fixou de vez entre aquela aldeia,
seus efeitos ameaçadores começaram a parecer com mais efetividade. De inicio,
evidências de diversas pessoas contaminadas e atingidas pelo contágio começaram
a mostrarem-se amareladas e trêmulas... Muitas pessoas foram vistas na pracinha,
com sua coloração de pele amarelada e caminhando com alguns vestígios de
tremedeiras!
Os
algozes, que não queriam acreditar nessa história, começaram a hostilizar
também os contaminados e que, se mostravam com esses sintomas, dizendo-lhes,
que, eles estavam “encenando” a provocar-lhes por ordem do “velhote arcaico”,
e, começaram a agredi-los...
Mas,
aquele “velhote” com sua sabedoria, “descobriu o chá de uma erva” do mato
próximo, e começou a receitá-lo aos que apresentavam aqueles sintomas, e eles,
iam sendo “curados”!
Os
seus algozes, então, perceberam os resultados, mas, com orgulho “desdenhavam”
dos resultados obtidos por aquele chá do senhor a quem tanto eles hostilizavam
por orgulho, vaidade e presunção!
Até
que, dois deles atingidos e contaminados vieram a falecer... Mas, a soberba
daquela parcela de orgulhosos e assoberbados inimigos do “velhote arcaico”, não
lhes permitia dar o braço a torcer, e aceitar o tratamento com o chá descoberto
pelo senhor, que, os incomodava com sua humildade, porém com muita sabedoria...
E,
mais três deles morreram!... E, aquele grupo começou a ficar “preocupado com o
quadro desolador”, que ia dizimando os orgulhosos e arrogantes... Até que, num
certo dia, foram à casa do “velhote” e quando, se aproximavam viram, a presença
de muitas pessoas chorando e, se lamentando com a “morte do velho”, logo ele
que, as tinha salvado com aquele chá milagroso!
A
decepção do arrogante grupo foi tamanha, que retornaram às suas casas “lastimando
e blasfemando a morte do velhote”, até que, todos os demais restantes também
morreram atingidos e contaminados pela estranha pandemia...
E, todos foram sepultados ao lado do túmulo do
senhor daquele chá milagreiro, onde se lia na lápide daquele senhor: - “AQUI
JAZ UM BENEMÉRITO SENHOR QUE SALVOU MUITAS VIDAS, MAS, ENTREGOU A SUA AOS CÉUS”!
E, na outra lápide, lia-se: - “AQUI JAZEM AS VÍTIMAS DO ORGULHO, PRESUNÇÃO E
SOBERBA”.
Jose
Alfredo
Nenhum comentário:
Postar um comentário