NUVENS QUE TOCAM O CHÃO
Desce do alto uma
tempestade...
Nuvens, que tocam ao chão!
Ventos, que varrem o solo
da vida.
Trovões, que ensurdecem os
ouvidos,
E fazem tremer os passos
dos pecadores!
Vielas escuras na noite
tenebrosa...
Nuvens ameaçam sobre as cabeças
ocas;
Ao sabor dos desejos dormem
de tocas,
Sem perceber a tormenta,
que baixou do céu!
Nuvens, que tocam o chão. Sinais
como
Respostas às indolências
humanas...
Insanas agressões ao meio vivente!...
Consequentes águas, que
invadem, e
Tudo inundam e matam... Enchentes
Consequentes do relaxo dos
prolixos!
Lixos inconscientes e
dementes impedem
O curso natural das águas e
investem
Contra os seus algozes
ignorantes!
A resposta da natureza em
conexão do
Céu tranquilo, com a Terra
inóspita e
Emporcalhada. Enxovalhada
por idiotas!
Nuvens, que tocam o chão,
das desgraças...
Chão onde tudo está errado
e agressivo!
Onde o mal grassa, e o
tempo passa, mas,
Tudo fica como antes no
quartel de Abrantes!
Jose Alfredo
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