MINHA LITERATURA – Um vertedouro!
Como uma imensa represa, tenho sempre o nível dos
Vertedouros de superfície no limite, e todos os dias,
Abro as comportas para sangrar e deixar vazar a minha
Produção literária na volúpia dessa água que corre e
Entorna a minha represa, que jamais pode represá-la!
A cada dia abro as comportas e deixo vazar minha empatia
Com as poesias... E nas alegrias de todos os dias minha
Represa atinge níveis máximos e dou vazão rio abaixo
Nas corredeiras poéticas e na minha dialética vou criando
E concebendo uma após outra o meu corolário literato!
Sou tal qual um vertedouro que não para de entornar
Os limites de represamento e de cujo vazamento inunda
Minha sede de conhecimento nos mistérios do poetar!
Profunda é a minha vontade de mergulhar nessas águas...
Meus limites estão na capacidade de verter meus poemas!
É com a sangria diária, que vaza da grande represa, meus
Poemas, que rolam rio abaixo como misteriosos teoremas!
E vão banhar as margens férteis da literatura como suporte
De cultura na edificação de nossa gente inteligente! Não sou
Vidente, apenas um poeta clarividente do poético aporte!
Jose Alfredo
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