INERTE SOLIDÃO À
ESPERA DE VIDA
À espera estarei inerte na
minha existência passageira...
Como num jogo da paciência
sigo recluso esperando...
No tempo que passa... Que
trespassa e me enlaça!
Na prisão solitária de uma
solidão que me deixa agonizando!
Vida que não passa
estacionada no tempo sem tempo.
Caminho por aí em cada
esquina que me surpreende...
Esquinas do mundo que
sozinho enfrento e acalento
Um futuro tão distante da
realidade que não mente!
À espera, encostado no
barranco da vida, que me convida
Para na desistência
convencer-me a tudo abandonar!
Inerte e na sobrevida,
busco inebriar-me com prazeres...
Do vício do álcool a
seduzir-me às picadas drogadas;
Nas baforadas fumacentas a
encher-me de ilusões;
Sem rumo nem prumo como
equilibrista na corda bamba!
No beco sem saída e na
solidão retiro-me a lugar nenhum.
Meu tempo está parado...
Meu relógio não tem ponteiros.
Não sei se vou ou se
fico... Nada identifico...
No calendário da vida
sinto-me no dia 35 de Fevereiro!
Estou à espera de meu destino:
Escondido atrás do passado!
Meu futuro é incerto... Que
de certo não há de vir!
Se, caminho ando para
trás... Minhas visões ficam ao longe...
A esperança morre após a
linha do horizonte no porvir!
Jose Alfredo
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