terça-feira, 23 de janeiro de 2018

INERTE SOLIDÃO À ESPERA DE VIDA

À espera estarei inerte na minha existência passageira...
Como num jogo da paciência sigo recluso esperando...
No tempo que passa... Que trespassa e me enlaça!
Na prisão solitária de uma solidão que me deixa agonizando!

Vida que não passa estacionada no tempo sem tempo.
Caminho por aí em cada esquina que me surpreende...
Esquinas do mundo que sozinho enfrento e acalento
Um futuro tão distante da realidade que não mente!

À espera, encostado no barranco da vida, que me convida
Para na desistência convencer-me a tudo abandonar!

Inerte e na sobrevida, busco inebriar-me com prazeres...
Do vício do álcool a seduzir-me às picadas drogadas;
Nas baforadas fumacentas a encher-me de ilusões;
Sem rumo nem prumo como equilibrista na corda bamba!

No beco sem saída e na solidão retiro-me a lugar nenhum.
Meu tempo está parado... Meu relógio não tem ponteiros.
Não sei se vou ou se fico... Nada identifico...
No calendário da vida sinto-me no dia 35 de Fevereiro!


 Estou à espera de meu destino: Escondido atrás do passado!
Meu futuro é incerto... Que de certo não há de vir!
Se, caminho ando para trás... Minhas visões ficam ao longe...
A esperança morre após a linha do horizonte no porvir!


Jose Alfredo

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