MESTRE
Voei nas asas da imaginação a uma
longínqua terra
Onde havia um grande burburinho sobre
“um mestre”!
Postei-me numa esquina estreita e
vejo naquela viela
Pequena multidão que o seguia com
frenesi e esperança
Aproximei-me e inseri-me naquele cortejo
até a sinagoga
Lá entrei e sentei-me para presenciar
quem era aquele “metre”!
De fala mansa e com autoridade ele se
expressava
E sob os olhares atentos de seus
seguidores
Os ensinava com palavras de
misericórdia e bondade
Em dado momento, Ele olhou para um
aleijado de mãos secas
E solicitou que fosse à frente e
curando-o sob o espanto de todos!
Continuava a minha sina de seguir
aquele mestre...
Mais próximo a ele e de seus
discípulos tive a sensação
De que flutuava em tapetes no céu e
na sua presença
Senti-me em extrema alegria de ser
sua pertença!
A experiência continuava a fluir em
minhas sensações
Não me cansava de me surpreender a
cada fato...
Um após outro, aquele mestre ia
surpreendendo
Pelo seus feitos milagrosos... Sempre
aos simples e humildes
Dos quais doentes, possessos e
deficientes!
Com sua voz impostada, olhar
compassivo e autoridade
Aquele mestre a todos impressionava
Pela beleza de sua palavra os
conquistava.
Mas sua fama de poder a alguns
incomodou
Ele mexia com seus corações de pedra
E contra o poder do Império Romano
As multidões foram a ele se aliando
Proclamando-o como seu novo rei!
Tantos foram seus feitos miraculosos
Que acabou dividindo crédulos e
incrédulos
Como espada ele os dividiu
“Quem quiser seguir-me tome sua cruz
e siga-me”
Assim ele mostrava que o seu caminho
era difícil
Mas o seu jugo era leve...
Aquele mestre era um homem diferente
Ele anunciava um outro reino...
E dizia que o seu reino não era deste
mundo!
E perguntavam-se uns aos outros:
Quem realmente era aquele homem?
Que não tinha onde reclinar a cabeça
E andarilho, visitava as localidades
Levando a paz, a fé e a boa nova!
Mas ao longo de sua caminhada
Ele escolheu doze outros homens
Aos quais os ensinava seus preceitos
E os amava profundamente!
Esse mestre era a personificação do
amor
Sua palavra era como rio de água viva
Seus gestos eram como magias a
contagiarem
Sua voz parecia vir do céu a fazer
ecos na Terra!
Seu olhar, como raios de luz a todos
iluminar
Seu silencio falava como a voz de
Deus!
Postei-me então, frente a frente com
aquele mestre:
E tocado por tamanha admiração,
disse-lhe:
- “Senhor, vim de longe para te
conhecer mas não sou digno de ti”!
Ele então, fitando-me nos olhos, com
um leve sorriso
e transbordando de amor,
respondeu-me:
- “Filho, eu sou JESUS, o mestre de
Nazaré que fortalece a tua fé”!
- “Voltes agora para o teu tempo e
fiques tranquilo que eu estarei
convosco até a consumação do
séculos”!
Nas mesmas asas que voei para ele,
retornei ao meu tempo!
Agora muito mais seguro da minha fé e
seguidor daquele mestre!
Jose Alfredo
Nenhum comentário:
Postar um comentário