quinta-feira, 25 de junho de 2015

UM ZERO À ESQUERDA

Quem sou?
Sou o que acham...
Ou o que penso que sou?
Será que estou no avesso?
Ou da vida sou travesso?
Sou real ou uma miragem?
Do humano sou linhagem?
Sou verdade ou mentira?

Acho que sou o que sou...
A consciência diz-me:
Se, penso, logo existo!
E então eu não desisto...
Nisso eu consisto...
O que dizem é fictício...
Mas o que acho é suplício!
Sim, não me suporto!

Acho que eu não sou eu...
Durmo o sono de Morfeu!
A vida passa e não a vejo...
Nada sinto... Estou vazio!
Sou um ser informe e inapto...
Um zero à esquerda...
Minha existência é uma perda!

Não me amo.
A vida não exorto.
Se sou miragem...
Se sou linhagem,
Sou o que acho que sou!
A indiferença me tomou
Perdi o rumo
Estou sem prumo


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