UM ZERO À ESQUERDA
Quem sou?
Sou o que acham...
Ou o que penso que
sou?
Será que estou no
avesso?
Ou da vida sou
travesso?
Sou real ou uma
miragem?
Do humano sou
linhagem?
Sou verdade ou
mentira?
Acho que sou o que
sou...
A consciência diz-me:
Se, penso, logo
existo!
E então eu não
desisto...
Nisso eu consisto...
O que dizem é
fictício...
Mas o que acho é
suplício!
Sim, não me suporto!
Acho que eu não sou
eu...
Durmo o sono de Morfeu!
A vida passa e não a
vejo...
Nada sinto... Estou
vazio!
Sou um ser informe e
inapto...
Um zero à esquerda...
Minha existência é
uma perda!
Não me amo.
A vida não exorto.
Se sou miragem...
Se sou linhagem,
Sou o que acho que
sou!
A indiferença me
tomou
Perdi o rumo
Estou sem prumo
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