FAVELA
Da esperança uma janela...
Porta que não se fecha...
Sempre aberta na favela.
Na pobreza e na alegria,
A humildade dessa gente
Que enfrenta a porfia!
No dia a dia seu viver...
No alto do morro,
A paz busca conceber!
No crime... Submissa,
A favela indefesa
E presa, na honra remissa!
Pobre povo sem recurso!
Sem trabalho... Sem dinheiro!
Labuta o dia inteiro!
De sobressalto a surpresa,
Uma bala perdida
Leva uma criança indefesa!
Palafitas e barracos
São suas moradias;
Vestem-se em farrapos...
Trapos são suas vidas!
Em retratos pintam
Pobrezas desmedidas...
De morro em morro
Escondem-se da riqueza...
São vizinhos da nobreza!
Lá no alto do morro
Põe-se o belo sol!
No horizonte um girassol
De moldura rica e singela...
Um quadro pintado como janela
No mundo escondido da favela!
Jose Alfredo
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