sábado, 10 de fevereiro de 2018

POETEIRO DE RUA

Absorto e distraído,mas, antenado,
Lá vai o poeta de rua apaixonado.
Em cada esquina cria um verso...
No quarteirão, uma estrofe...
Sua percepção é sempre poética!
Integrado à sua caminhada,
Sua alma desceu do céu e
Esparramou-se pela terra...
Dos sentimentos ele desterra
Seus poemas vulgares e
Populares... Seu coração é humano...
E no meio do povo sua consciência
Interage, e, se dá no torvelinho insano
A cada visão no seu dom de ciência!

Poeta das esquinas... Das ruas... Quarteirões...
Ele está sempre imergindo em águas vivas!
Divaga nos ares do dia a dia...
Seu ofício é poetar e amar... Filosofar é sua sina...
Penetra nos teoremas de rua...
Percebe os dilemas das esquinas...
Concebe suas poesias em alma nua!

Poeteiro de rua... Anônimo!
Lá vai ele enternecido!
Grávido em poesias... Ávido!

Seu sustento poético está na rua.
Com faro romântico concebe semântico
Suas linhas empíricas de estrofes
Sentidas e experimentadas, só suas...
Na rua ele é por excelência uma antena
A captar ondas de sentimento e emoção
Processadas e gestadas no seu coração!

Jose Alfredo





Nenhum comentário:

Postar um comentário