sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

MADRUGADAS

No silêncio do ego
Sem sono... Acordado...
Pensamento carrego
Em lembranças atormentado!

O lamento dos grilos
No açoite do vento...
A memória rebusca
O prazer sonolento...

No travesseiro me perco
Abraçado às minhas lamúrias!
A saudade aperta o cerco!
Só curto minhas injúrias...

O tique-taque do relógio
Marca o ritmo do coração...
Horas que não passam...
Segundos de sofreguidão!

É na madrugada que filtro
Impurezas do vivido dia!
A sinergia comigo mesmo
Leva-me ao dia de alegria!

Breve madrugada foi apagada!
Em memória renovada nos
Desafios de realidade;
Na vida, uma autenticidade!

Jose Alfredo





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