APOCALIPSE
Gigantescas
ondas chispam sobre as montanhas
Levando
tudo e todos na espessa camada líquida.
Tudo
sucumbe ante a ira que brota das entranhas.
Fendas
engolem carretas nas rodovias;
Cidades
são varridas como ciscos ao relento;
Pessoas
ecoam gritos de desalento;
Tudo
voa aos ares... Nada escapa à fúria;
No
céu em turbulência, nuvens escuras
Lançam
raios destruidores à terra.
Sob
arranha céus abrem-se fissuras
E
em grandes estrondos desabam
Esmagando
horrendamente carros e pessoas!
O
fogo se mistura à água... O cheiro de combustível
Alimenta
as chamas levadas pelas torrentes
Que
sobem a metros quais lava terrível!
Um
som escabroso ecoa na abóboda celeste!
Os
alicerces terrenos balançam!
A
natureza em fúria a tudo destrói!
Gritos
horrendos e gemidos escondidos
Sufocam
as gargantas sob a água e o fogo!
Tudo
está irremediavelmente perdido e destruído!
Consumou-se
um Apocalipse!
Tudo,
por fim, silencia... Num silêncio de morte...
No
ar fumacento, o cheiro de sangue e combustível;
Paira
sobre as águas um silêncio mortal!
As
chamas ainda vorazes queimam o que resta...
O
Planeta se acabou num Apocalipse!
Jose
Alfredo
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