segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018


APOCALIPSE

Gigantescas ondas chispam sobre as montanhas
Levando tudo e todos na espessa camada líquida.
Tudo sucumbe ante a ira que brota das entranhas.
Fendas engolem carretas nas rodovias;
Cidades são varridas como ciscos ao relento;
Pessoas ecoam gritos de desalento;
Tudo voa aos ares... Nada escapa à fúria;
No céu em turbulência, nuvens escuras
Lançam raios destruidores à terra.
Sob arranha céus abrem-se fissuras
E em grandes estrondos desabam
Esmagando horrendamente carros e pessoas!
O fogo se mistura à água... O cheiro de combustível
Alimenta as chamas levadas pelas torrentes
Que sobem a metros quais lava terrível!
Um som escabroso ecoa na abóboda celeste!
Os alicerces terrenos balançam!
A natureza em fúria a tudo destrói!
Gritos horrendos e gemidos escondidos
Sufocam as gargantas sob a água e o fogo!
Tudo está irremediavelmente perdido e destruído!
Consumou-se um Apocalipse!
Tudo, por fim, silencia... Num silêncio de morte...
No ar fumacento, o cheiro de sangue e combustível;
Paira sobre as águas um silêncio mortal!
As chamas ainda vorazes queimam o que resta...
O Planeta se acabou num Apocalipse!

Jose Alfredo




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