MALFADADOS DIAS
Malfadados dias... Fadados ao mal inoportuno.
Existência obsoleta nas asas de uma borboleta.
E por conta da tristeza perde seu rumo;
De flor em flor não se encontra; Passa por xereta!
Dias em porfias... Sanha de desencontros.
Perde-se nas encruzilhadas de direções emaranhadas.
Malfadados dias em incontáveis porfias.
Na ausência da felicidade mergulha em atrocidades...
Vida em momentos de orgias... Saga de letargia!
Malfadados dias vazios... Em desvarios!
Dias sem manhãs... Sem tardes... Nem noites!
Noites sem lua nem estrelas...
Dias fadados aos açoites!
Mal inoportuno nas profundezas de Netuno!
Misteriosos dias em mares revoltos!
Navegante sem porto nem farol!
Perdidos num misterioso atol.
Jose Alfredo
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